sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Fim de ano, muito blá-blá-blá na política e a vida continua. Em Ipatinga, Timóteo e Dionísio as coisas já vão se resolvendo, enquanto em João Monlevade a justiça eleitoral anuncia a sentença somente no primeiro dia de fevereiro. É assim mesmo, em Monlevade tudo é diferente. O errado executa a música e o certo não pode nem chegar na porta do salão. Mas, a política este ano mostrou alguma coisa nova que merece análise. Tivemos três candidatos a prefeito e vamos começar pela terceira colocada, Conceição Winter. Experiente, já foi vice prefeita em dois mandatos, secretária de Trabalho Social, disputou outras eleições, e entrou na deste ano sem participar de qualquer grupo político, sem apoio de deputado, formando coligação com dois partidos praticamente sem expressão politica na cidade (PPS e PR), teve o apoio de outros dois partidos também sem expressão politica na cidade, PTN e PT do B, somente 30 candidatos a vereador, ainda conseguiu mais de nove mil votos graças a sua conduta na vida particular e política, onde qualquer suspeita desabonadora fica inteiramente afastada. A chapa segundo colocada perdeu a eleição por 126 votos, composta por dois médicos, um que foi vice prefeito e outro que já foi prefeito, Raylton e Laércio(PDT e PT). Tiveram o apoio do deputado estadual Nozinho, o que equivale a dizer também que tiveram o apoio do governador do Estado. Com eles 56 foram candidatos a vereador. Os dois últimos colocados representavam a oposição. A chapa vencedora, composta por Simone e Fabrício (PSDB/PV) teve o apoio de outros dez partidos e 115 candidatos a vereador, além da máquina pública, apoio dos deputados federais Rodrigo de Castro, Mauro Lopes e Erus Biodine, e dos deputados Estaduais Adelclever Lopes e Tito Torres, todos eles vindo a Monlevade prestar esse apoio prometendo este mundo e o outro, e um ex prefeito que governou o município por oito anos comandando a campanha. Venceu as eleições? Não, perdeu, porque o uso da máquina pública foi fator predominante. Porque a vitória nas urnas já foi contestada pela própria justiça eleitoral. Porque o atual prefeito, componente deste grupo, venceu a eleição há quatro anos disputando com a mesma Conceição Winter e um ex vice prefeito, tendo vinte e cinco mil votos, enquanto a vencedora de agora só teve pouco mais de quinze mil. E tudo termina aí? Não. Hoje, 23 de dezembro, estou sabendo que o vice eleito, Fabrício Lopes, já está insatisfeito. Estou sabendo que o grupo já está se dividindo em dois, um do Carlos Moreira e outro do Mauri Torres, que se torna evidente com a composição do secretariado, onde Clésio Gonçalves, publicamente sabido que pertence ao grupo de Mauri, foi descartado. Pensam que Mauri Torres é bobo? Pensam que ele não percebeu que seu filho Teófilo teve vinte e cinco mil votos para prefeito há quatro anos, que seu filho Tito só conseguiu sete mil votos para deputado dois anos depois, e que agora Carlos Moreira conseguiu mais de quinze mil votos para Simone? Pensam que ele ainda não percebeu que ele perde prestígio político enquanto Carlos Moreira ganha? E alguém já viu Mauri dar azas à cobra? Pode ser que eu esteja enganado, mas a notícia que, no poder, há divisão, o prenúncio de racha. Que João Monlevade acorde para um novo dia.

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