sábado, 17 de dezembro de 2016

Ninguém consegue ser como alguém quer. Não existe cópia de pessoas. Cada um tem a sua personalidade. Esta situação não é de agora e nem será no futuro. Começou na criação, quando o homem discordou de Deus e desobedeceu. O homem não foi aquilo que Deus quis que fosse. Deu-lhe mandamentos, regras, leis e ele não concordou. E a desobediência entrou para a individualidade como um DNA. Nos debates e discussões várias de hoje, inclusive nas redes sociais, vemos o chamado contraditório, expressão criada para provar que nunca temos a mesma opinião, nunca somos iguais e assim nos perpetuaremos. Mas sempre há aqueles que se julgam diferentes, que acham que pensam melhor do que todo mundo, que suas ações são "politicamente corretas", e os há justamente porque somos diferentes e não vivemos ou agimos como querem. Há dois mil anos um homem nascido em Belém Efrata, pequenina cidade localizada no nordeste da Judeia, dizia que era filho do Criador. Para provar começou a curar enfermos, dar visão aos cegos, fazer andar os coxos, ressuscitar mortos, andar sobre as águas e a ensinar ao povo uma nova forma de viver, pensar e agir que era uma verdadeira revolução. Ao ser questionado, tinha respostas tão sábias que deixava mudo seus questionadores. Era imbatível nas discussões.Foi preso, condenado e crucificado entre dois ladrões, de braços abertos esperando pelo abraço daqueles que um dia poderiam O seguir. Não com os lábios, como disse certa vez um também judeu chamado Isaías, mas com o coração. Mas a desobediência humana, já disse, se transformou num DNA. A exemplo da época d'Aquele homem, vemos hoje os mesmos puritanos, os mesmos hipócritas, amarrando fardos pesados nos ombros dos outros mas defendendo os seus. De forma social e religiosa. Ditam normas para tudo e todos, mas levam uma vida desvairada e servindo a um deus que se torna perverso para eles mesmos, que é o vil metal. E por ele fazem coisas que jamais fariam pelo Deus Criador. Dentre os religiosos ainda há a agravante de serem e se sentirem como tais. Mas, uma grande escritora que viveu há mais de quatrocentos anos, assim escreveu: " Os que se esforçam por manter a vida cristã aceitando passivamente as bençãos que lhes são concedidas através dos meios de graça, sem nada fazer por Cristo, estão simplesmente tentando viver comendo sem trabalhar. E tanto no mundo natural como espiritual, isto sempre resulta em degeneração e ruína. E.G.White." Vivemos num planeta que é a segunda coisa mais bela que pode existir. Cheio de cores, com renovação sustentável de oxigênio, minerais, hidrogênio, todo tipo de alimento, que gira milimetricamente em torno do sol e em torno de si mesmo, dando-nos o dia, a noite, as quatro estações, e, o mais importante, criado para nos abrigar, nós, a primeira coisa mais bela existente, coroa de toda criação. mas que ainda não aprendemos a viver entre irmãos que somos, justamente porque aprendemos o que não devíamos, a desobedecer e, consequentemente, crescemos em arrogância, prepotência, desamor e descrença, repetindo todos os dias as nossas passadas largas ao infinito do universo ou ao infinito da nossa estupidez. Quem tem olhos de ler, que leia.

Um comentário:

Cassio Valle disse...

Meu amigo bela reflexão. Parabéns.